Bielorrusia – MST :: https://mst.org.ar Movimiento Socialista de los Trabajadores Wed, 19 Apr 2023 16:26:37 +0000 es hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://mst.org.ar/wp-content/uploads/2016/10/cropped-logo-32x32.png Bielorrusia – MST :: https://mst.org.ar 32 32 Libertad a los presos políticos de Bielorrusia https://mst.org.ar/2023/04/19/libertad-a-los-presos-politicos-de-bielorrusia/ Wed, 19 Apr 2023 16:26:37 +0000 https://mst.org.ar/?p=32954 El 19 de abril se cumple un año del inicio del arresto en Bielorrusia de dirigentes y activistas del Sindicato Independiente. La red Salidarnast, formada por dirigentes obreros bielorrusos en el exilio, incluidos nuestros camaradas de la LIS, hará un acto en la Puerta de Brandenburgo en Berlín por la libertad de los compañeros presos y contra la represión del régimen dictatorial de Lukashenko. Como parte de la campaña internacional de solidaridad aprobada en el 2° congreso mundial de la LIS, que participará del acto en Berlín, el jueves 13 ante la embajada bielorrusa en Buenos Aires el MST realizó una protesta encabezada por Cele Fierro y Guillermo Pacagnini. También Nora Cortiñas, Madre de Plaza de Mayo Línea Fundadora, reclamó la libertad de los detenidos.

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Bielorrusia, continúa la campaña. ¡Libertad a los trabajadores y activistas sindicales detenidos! https://mst.org.ar/2021/10/13/bielorrusia-continua-la-campana-libertad-a-los-trabajadores-y-activistas-sindicales-detenidos/ Wed, 13 Oct 2021 22:48:28 +0000 https://mst.org.ar/?p=30331 Continúan llegando pronunciamientos de organizaciones y dirigentes sindicales y sociales de diversos países repudiando las detenciones arbitrarias en Bielorrusia por parte del régimen de Lukashenko. Convocamos a enviar nuevos pronunciamientos a ligainternacionalsocialista@gmail.com

VENEZUELA

ENRIQUE VASQUEZ: DELEGADO SINDICAL HOSPITAL PASTOR OROPEZA. CARACAS.
GONZALO GÓMEZ: CO-FUNDADOR Y DIRECTOR DEL SITIO WEB DE COMUNICACIÓN POPULAR APORREA.ORG
GUSTAVO MARTÍNEZ: EX DIRECTIVO SINDICAL, DIRIGENTE DE MAREA SOCIALISTA. CARACAS.

JAIRO MONTAÑA: DELEGADO SINDICAL HOSPITAL FRANCISCO RISQUEZ.CARACAS.
JEAN MENDOZA: ACTIVISTA SINDICAL DE BASE DE LOS TRABAJADORES MADEREROS DE GUAYANA, EMPRESA MASISA (PUERTO ORDAZ, ESTADO BOLÍVAR, VENEZUELA).
JOSÉ BODAS:  DIRECTIVO DE LA FEDERACIÓN UNITARIA DE TRABAJADORES PETROLEROS DE VENEZUELA (FUTPV) Y CORRIENTE SINDICAL CLASISTA UNITARIA REVOLUCIONARIA Y AUTÓNOMA (C-CURA). DIRIGENTE DEL PARTIDO SOCIALISMO Y LIBERTAD (PSL). PUERTO LA CRUZ,ESTADO ANZOÁTEGUI, VENEZUELA.

LEANDER PÉREZ: ENCOMÚN, CORRIENTE INTEGRANTE DE LA ALTERNATIVA POPULAR REVOLUCIONARIA (APR)

ORLANDO CHIRINO: EX DIRECTIVO DE SINDICATOS DE VARIOS SECTORES LABORALES Y DIRIGENTE DE LA CORRIENTE SINDICAL C-CURA. DIRIGENTE DEL PARTIDO SOCIALISMO Y LIBERTAD (PSL).

OSCAR LINARES: DELEGADO SINDICAL DEL HOSPITAL LUIS RAZETTI. CARACAS.
THONY NAVAS, PRESIDENTE DEL SINDICATO REGIONAL DE TRABAJADORES DE LA SALUD DEL DISTRITO CAPITAL (CARACAS, VENEZUELA), SIRTRASALUD DTTO CAPITAL.

ZULEIKA MATAMOROS: DOCENTE DE CARACAS, ACTIVISTA SINDICAL DE BASE DEL MAGISTERIO VENEZOLANO. DIRIGENTE DE MAREA SOCIALISTA.
BRASIL

CSP-CONLUTA-CENTRAL SINDICAL E POPULAR

SINDICATO DOS METALURGICOS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E REGIÃO/SP
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO

SINDICATO DOS TRABALHADORES DA USP – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO/SP -SINTUSP

SINDICATO DOS TRABALHADORES NA EMPRESA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS DO VALE DO PARAIBA/SP

SINDICATO DOS TRABALHADORES DA IND. DA CONSTRUÇÃO CIVIL DA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTE RODOVIÁRIO DO CEARÁ
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE JUAZEIRO DO NORTE/CE
SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DE CONFECÇÃO FEMININA DE FORTALEZA/CE

SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO

SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS DE NOVA IGUAÇU/RJ

SINDICATO DOS TRABALHADORES NO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL DE LIMOEIRO DO NORTE/CE

SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL EM ALAGOAS

SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS EMPRESAS DE TRANSP. RODOV DE PASSAG. INTERMUN. EST. CE

SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MPU NO MARANHAO
SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIARIO DE BELEM/PA

SINDICATO SERVIDORES DA SAÚDE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
SINDICATO MUNICIPAL DOS PROFISSIONAIS DE ENSINO DA REDE OFICIAL DO RECIFE/PE

SINDICATO DOS TRABALHADORES DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL/RJ
SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE STA BARBARA DO SUL/RS

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM PROCESSAMENTO DE DADOS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMERCIO DE PASSO FUNDO/RS
SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMERCIO DE SANTA CRUZ DO SUL
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS IND. DE CIMENTO, CAL, GESSO E CERÂMICA DO MUNIC. DE ARACAJÚ/SE
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS URBANAS DO ESTADO DE GOIÁS
SINDICATO DOS MUNICIPAIS DE STA BÁRBARA, BARÃO DE COCAIS E CATAS ALTAS (SINDICABASA) MG
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE MONTE CARMELO E REGIÃO MG
SERVIDORES PÚBLICOS DE SANTA CRUZ MG
SINDCEFET/MG – SINDICATO DOS DOCENTES DO CEFET/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE BH (SINDREDE BH)/MG
SINDSAÚDE – SUBSEDE CONTAGEM/MG
SINDICATO DOS SERVIDORES ATIVOS E INATIVOS DE TRÊS PONTAS/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE ASS. PESQ. PER. INF E CONG DE MG (SINTAPPI)
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM SEG SOCIAL, SAÚDE, PREV, TRAB E ASS SOCIAL EM MG (SINTSPREV)
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE BETIM (SINDSERB) MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DE CARNES. DERIV. CONG NO EST. DE MG
FEDERAÇÃO SINDICAL E DEMOCRÁTICA DOS TRABALHADORES METALÚRGICOS DE MINAS GERAIS MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS GRÁFICAS DE JORNAIS E REVISTAS NO EST DE MG (STIG)
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DE BH E REGIÃO (SINDEESS)/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DE DIVINÓPOLIS/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DE FORMIGA/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DE ITAJUBÁ/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE ITAÚNA E REGIÃO/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE PIRAPORA/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE SÃO JOÃO DEL REI/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE GOV VALADARES/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE ARAXÁ/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE BARÃO DE COCAIS/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE DIVINÓPOLIS E REG/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE ITABIRA/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE ITAJUBÁ E REG/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE OURO PRETO/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE PATOS MINAS/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE LAMBARI/MG
SINDICATO DOS METALÚRGICOS E OF. MECÂNICAS E MAT. ELÉTRICO DE VÁRZEA PALMA/MG
SINDICATO METABASE ITABIRA/MG
SINDICATO METABASE INCONFIDENTES/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES INDÚSTRIA CERÂMICAS MONTE CARMELO/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES TÊXTEIS DE SÃO JOÃO DEL REI/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES TÊXTEIS DE PIRAPORA/MG
SINDICATO DOS TRABALHADORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE JACAREÍ/SP
SINDICATO DOS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CÍVIL E DO MOBILIÁRIO/RR
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL DE ALAGOINHAS/BA
SINDICATO DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO/PA, AM, MA, AP
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL/BA
FEDERACAO DEMOCRATICA DOS AGRICULTORES FAMILIARES E EMPREENDEDORES RURAIS/PE
FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS RURAIS/PE
SINDICATO INTERMUNICIPAL AGENTES COMUM. SAÚDE COMBATE ÀS ENDEMIAS DA REG MATO GRANDE/RN
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE ARARIPINA/PE
SINDICATO DOS SERVIDORES PUBLICOS FEDERAIS EM TRABALHO, SAUDE, PREVIDÊNCIA/PR
SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE CAPELA/SE
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE S.J.RIO PRETO/SP
ADMAP – ASSOCIAÇÃO DEMOCRÁTICA DOS APOSENTADOS E PENS. DO VALE DO PARAÍBA/SP
ANEL – ASSEMBLEIA NACIONAL DE ESTUDANTES – LIVRE
MOVIMENTO LUTA POPULAR
MOVIMENTO NACIONAL QUILOMBO RAÇA E CLASSE
MOVIMENTO RESISTÊNCIA POPULAR/DF
MML – MOVIMENTO MULHERES EM LUTA
UNIDOS PRA LUTAR
SINTEPP BELÉM
SINDSAUDE BAIÃO
COLETIVO FEMINISTA MARIELLE VIVE
SINDICATO DOS QUIMICOS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

 

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Bielorrusia: ¡Libertad a los trabajadores y activistas sindicales detenidos! https://mst.org.ar/2021/09/29/bielorrusia-libertad-a-los-trabajadores-y-activistas-sindicales-detenidos/ Wed, 29 Sep 2021 12:55:28 +0000 https://mst.org.ar/?p=30244 Se llevaron a cabo arrestos a dirigentes y activistas obreras. Las fuerzas de seguridad también registraron las oficinas de organizaciones sindicales.

El 21/9 hubo muchos arrestos de activistas, principalmente del Sindicato Independiente de Bielorrusia (BNP). Las fuerzas del orden registraron el departamento de uno de los dirigentes del Sindicato Independiente de Empleados de OJSC “Naftan”. Al mismo tiempo, otros activistas del Sindicato fueron detenidos en las ciudades de Navapolatsk, Hrodna y Zhlobin.

Olga Britikova fue detenida y le incautaron equipo informático. Luego fue liberada. En Navapolatsk fueron detenidos dos sindicalistas: Andrei Berezovsky y Roman Shkodin, en virtud del artículo 19.11. No se les concedió la posibilidad de pagar una multa y les dieron una pena de siete y quince días de arresto administrativo. La oficina de la organización sindical de Navapolatsk fue sometida a un exhaustivo registro.

Para muchas detenciones, las autoridades apelan falsamente a la utilización del artículo 19.11. del KOAP de Bielorrusia. Se refiere a “Distribución, fabricación, almacenamiento, transporte de productos de información que contienen llamadas a actividades extremistas o que promueven tales actividades.”

Las detenciones se venían repitiendo en días anteriores. El día 20 también fue preso en el departamento de policía de Novopolotk el presidente de BNP, Máxim Poznyakov. Posteriormente lo tuvieron que liberar y le hicieron pagar una multa por una antigua publicación en las redes. Pocos días antes, Máxim habló en el Congreso #IndustriALL sobre la situación que viven los trabajadores bielorrusos en cuanto a los derechos laborales y sindicales.

Otros detenidos fueron: Valentin Terenevich,  vicepresidente de la Organización Sindical Primaria del BNP, en JSC Grodno, Azot, que trabaja en la planta “Khimvolokno”. El fin de semana les tocó a Andrei Pogerilo y Uladjd Uladj Zhuravko, integrantes del BNP, sin que se aclararan los motivos de la medida. Por su parte, Aliaksandr Gashnikov fue detenido en Zhlobin. Había desaparecido el viernes por la noche y recién fue ubicado el día 21 en Rovd.

Se trata de una campaña de persecuciones y cargos inventados por el régimen de Alexandr Lukashenko, contra obreros, activistas y las organizaciones independientes que integran. Estas actitudes causaron indignación en el Sindicato Independiente que publicó una nota informativa y adelantó que habrá una declaración al respecto. Es necesaria la más amplia solidaridad con los activistas sindicales perseguidos, por la libertad de los encarcelados, por el derecho a expresarse y opinar libremente, por la anulación de las causas y condenas.
Importantes colectivos y dirigentes sindicales y sociales de diversos países se pronunciaron repudiando las detenciones. Reproducimos algunos de ellos y convocamos a enviar nuevos pronunciamientos a ligainternacionalsocialista@gmail.com

IndustriALL Global Union y la Confederación Sindical Internacional (CSI), que representan a millones de trabajadores en todo el mundo en varios sectores de la economía, incluida Bielorrusia, están profundamente preocupados por la presión continua y creciente sobre los sindicatos independientes en Bielorrusia. Le instamos a que ponga fin a la intimidación y el acoso, incluido el enjuiciamiento, de los líderes y miembros sindicales.

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Rusia y Bielorrusia ¡No hay lugar para la dictadura desde Khabarovsk hasta Brest! https://mst.org.ar/2021/02/10/rusia-y-bielorrusia-no-hay-lugar-para-la-dictadura-desde-khabarovsk-hasta-brest/ Wed, 10 Feb 2021 13:56:16 +0000 https://mst.org.ar/?p=29411 “No tenemos tradiciones democráticas, hay que crearlas. Sólo una revolución puede hacer esto” (León Trotsky, Democracia y revolución)

Escribe: Jan Kryzhkevich

Cerca de 250.000 personas participaron en las protestas que se extendieron por Rusia el 23 de enero. Las protestas tuvieron lugar en la inmensa mayoría de las capitales de las naciones de la Federación, así como en varias otras grandes ciudades, desde Kaliningrado hasta Vladivostok. Esta es la acción de protesta más masiva desde el colapso de la URSS, que marcó el comienzo de una nueva ola de descontento popular con el régimen autoritario de Vladimir Putin.

El motivo formal de la protesta en curso fue el arresto de Alexei Navalni, quien regresó de Alemania después de su tratamiento por envenenamiento. Sin embargo, los principales problemas de la Rusia actual no están en el conflicto entre Navalni y las autoridades rusas, sino en la terrible situación en la que se hundió el país durante el reinado de Vladimir Putin. No se trata sólo del deprimente estado económico de los trabajadores, sino también del evidente deslizamiento del Estado ruso hacia el abismo del totalitarismo. La absoluta falta de derechos de los ciudadanos comunes frente al poder autoritario ha formado una “demanda de democracia real” en la sociedad, que en el contexto de la pobreza progresiva está ganando masa crítica, creando los requisitos previos para una situación revolucionaria.

A pesar del número relativamente pequeño de protestas en toda Rusia, esta vez hubo varias veces más manifestantes que en las manifestaciones autorizadas en 2011, sin mencionar las “Marchas de Disidencia”. La geografía sin precedentes de la protesta es tan impresionante como la confirmación del comienzo de la politización masiva de la sociedad rusa, que emerge de un estado de profunda apatía e indiferencia.

La historia de Alexei Navalni es solo un detonante de la protesta de toda Rusia, pero no la razón. Entre los manifestantes hay muchos que no apoyan a Navalni, y no sólo por sus declaraciones imperiales y franco nacionalismo. De hecho, el curso político del partido no registrado de Navalni (“Rusia del futuro”) no es diferente de las aspiraciones actuales del Kremlin, en términos de llevar a cabo reformas neoliberales y esclavizar aún más al pueblo ruso mediante el capital transnacional. Sin embargo, utilizando hábilmente el tema de la corrupción e incluyendo la retórica izquierdista de la lucha por la democracia, Alexei Navalni logró atraer a muchos seguidores, especialmente entre los jóvenes, y hoy es el político más destacado en el campo de la oposición.

“Invierno ruso” como continuación del “otoño bielorruso”…

Uno de los factores importantes que activó la protesta rusa fue el ejemplo de la vecina Bielorrusia. Durante más de medio año, los bielorrusos han salido regularmente a protestar contra acciones, a pesar de las masivas represiones políticas, palizas, torturas, secuestros y asesinatos de opositores al régimen dictatorial de Alexander Lukashenko. A lo largo de este tiempo, se han llevado a cabo acciones de solidaridad con el pueblo bielorruso en Rusia, muchas personas famosas se oponen públicamente a las atrocidades del régimen de Lukashenko y los bielorrusos han establecido una conexión mental real con el distante y permanentemente rebelde ruso Khabarovsk. El lema ¡No hay lugar para la dictadura desde Khabarovsk hasta Brest!1 caracteriza los objetivos comunes de rusos y bielorrusos de la mejor manera posible, a pesar de las demandas locales completamente diferentes de los manifestantes de los dos países.

Fue Putin quien salvó al régimen de Lukashenko de su inevitable caída en agosto pasado. El Kremlin brindó al dictador bielorruso apoyo político, informativo y financiero, identificando claramente la posibilidad de una intervención externa en caso de la victoria de la revolución bielorrusa. Teniendo en cuenta la anexión de Crimea y la guerra en Donbass, la amenaza militar del Kremlin a Bielorrusia parece bastante real. En principio, Putin no puede permitir la victoria de la revolución bielorrusa, que podría convertirse en un ejemplo destructivo y provocar una grave desestabilización de la situación política en la propia Rusia. Por lo tanto, hoy, cuando los bielorrusos toman las calles de sus ciudades, apoyando a los manifestantes de Rusia entienden muy bien que mientras Vladimir Putin esté al frente del poder ruso es prácticamente imposible derrotar al régimen de voceros de Lukashenko. A pesar de muchas diferencias externas, la esencia de los regímenes políticos en Rusia y Bielorrusia es prácticamente idéntica: es el deseo de poder ilimitado a través de la ilegalidad y la arbitrariedad, elevado al rango de política estatal.

La naturaleza liberal del movimiento de protesta en Ucrania, Bielorrusia y Rusia no excluye la participación de la izquierda en él. Los revolucionarios no deben ignorar los procesos revolucionarios, sino participar activamente en ellos, promoviendo una agenda internacional en la lucha por los derechos y libertades políticas, por la democracia y el socialismo. La subjetividad política de las protestas en el espacio postsoviético apenas está emergiendo, lo que abre oportunidades reales para que los activistas de izquierda creen una organización política única capaz de asumir un papel decisivo en la lucha por liberar a los pueblos del yugo del autoritarismo y el neoliberalismo. La tarea es sumamente difícil, dado el difícil legado del estalinismo, que desacreditó por completo la idea de izquierda, y la descarada especulación de las autoridades sobre los problemas de los trabajadores.
Hasta ahora, para muchos ciudadanos de los países de la ex URSS, el movimiento de izquierda en Rusia está asociado con el Partido Comunista de la Federación de Rusia: un partido de funcionarios, burócratas y oligarcas, dirigido por el multimillonario ruso Gennady Zyuganov y el dictador bielorruso. Alexander Lukashenko es a menudo llamado un socialista consecuente y un verdadero defensor de los intereses de los trabajadores y campesinos. No es de extrañar que fuera el comunista Ziuganov, como invitado de honor, quien invitó a Lukashenko a la próxima Asamblea Popular de Bielorrusia (prototipo – Congreso del PCUS), que se celebrará en Minsk del 11 al 12 de febrero de este año, para justificar represiones masivas por “voluntad del pueblo”. Los maníacos siempre exigirán a las autoridades los métodos de difamación, falsificación, profanación y distorsión de la realidad de Stalin, sin importar la ropa ideológica que lleven.

Sin embargo, quien distorsiona las ideas del socialismo, tratando de encubrir su propia tiranía con los intereses de las masas trabajadoras, no puede engañar y destruir el deseo de libertad y justicia del pueblo. Las contradicciones de clase que subyacen al conflicto entre las autoridades y el pueblo sólo se pueden resolver de manera revolucionaria. Nos espera una grave agitación económica, cuando la agenda de la izquierda será más relevante que nunca. Y hoy, en una lucha tenaz y amarga por la dignidad humana y la democracia real en diferentes países del mundo, se está creando otra cabeza de puente revolucionaria para futuras victorias y nuevos logros.

1. Khabaravosk es una ciudad rusa en la frontera con China, en tanto que Brest es una ciudad bielorrusa en la frontera con Polonia.

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Martes 30, 13 hs | Protesta frente a la Embajada de Bielorrusia por el cese de la represión y la libertad de los presos políticos https://mst.org.ar/2020/06/29/martes-30-13-hs-protesta-frente-a-la-embajada-de-bielorrusia-por-el-cese-de-la-represion-y-la-libertad-de-los-presos-politicos/ Mon, 29 Jun 2020 21:45:15 +0000 https://mst.org.ar/?p=24524 Ante la represión y cacería de dirigentes políticos opositores en Bielorrusia, el MST como parte de la Liga Internacional Socialista realizará una protesta frente a la Embajada, sita en Cazadores 2166 a las 13 hs, exigiendo el cese de la persecución y encarcelamiento a referentes políticos y sociales y la libertad inmediata de todos ellos. Se respetará la distancia social y los elementos de bioseguridad pertinentes.
Cele Fierro, dirigente del MST-FIT Unidad participará de la convocatoria y declaró: “El autoritarismo es otro virus que recorre el mundo. Las enormes movilizaciones populares contra la convocatoria electoral criminal de Lukashenko, expresan la bronca acumulada del pueblo contra su gobierno anti-democrático y negacionista de la pandemia. Ahora está en curso un nuevo ataque a las libertades más elementales, y urge realizar acciones a nivel internacional para expresar el repudio, el cese a la cacería y la libertad inmediata a todos los presos políticos.”
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Resistir en cuarentena en el Este de Europa https://mst.org.ar/2020/05/28/resistir-en-cuarentena-en-el-este-de-europa/ Thu, 28 May 2020 23:47:48 +0000 https://mst.org.ar/?p=23672 Hablan dirigentes obreros de Rusia, Bielorrusia y Ucrania

Días atrás, Alejandro Bodart, el coordinador de nuestra Liga Internacional Socialista (LIS), conversó con destacados dirigentes obreros y socialistas del Este europeo. Aquí, sus testimonios sobre la situación allí, la política de sus gobiernos, la clase obrera y las perspectivas para lxs revolucionarixs.

Anatoli Matvienko, dirigente del SMOT, (Bielorrusia)

Según el presidente bielorruso, se puede derrotar al COVID-19 con vodka y sauna. ¿Es chiste o piensa eso?

Es difícil decir qué puede pensar. Lukashenko también recomendó ir a labrar el campo, en un tractor, lo que fue muy discutido en nuestros medios. Además, prometió públicamente que ni una sola persona moriría por esta enfermedad. Pero cuando la gente comenzó a morir, Lukashenko dijo que ellos mismos tenían la culpa de esto: fumaban, tomaban alcohol, tenían sobrepeso y llevaban un estilo de vida poco saludable. No expresó sus condolencias ni a los familiares de los médicos fallecidos. Este momento significativo marca la actitud real de las autoridades hacia la gente.

Además, el presidente va supervisando el tratamiento: hace poco declaró que conocía los criterios de tratamiento, él mismo los desarrolló y ordenó cumplirlos. Los comentarios sobran. Según cifras oficiales, a hoy en Belarús se enfermaron 30.572 personas, 171 murieron, o sea que cada día se registran unos mil infectados y mueren nada más que seis. Ninguna persona de buen juicio creerá en tales milagros.

Es de destacar que, mientras niega la amenaza de la epidemia, Lukashenko les pide dinero a las organizaciones financieras internacionales para enfrentar al coronavirus. Y hoy, cuando otros países ya emprenden una salida gradual de la cuarentena, nuestra propaganda declara que cada vez más países recurren a la experiencia de Belarús como la más correcta durante la pandemia. Es una estupidez absoluta más.
Hace 25 años, nuestra gente fue tomada como rehén por una sola persona. Y para determinar cuándo él bromea y cuándo no, uno debe ser especialista en determinado perfil psiquiátrico.

La enfermedad y la crisis, ¿cómo afectan al país?

Una de las principales razones para negar la necesidad de una cuarentena fue la amenaza de una crisis económica. El presidente lo dijo así: «Si nos encerramos en casa, ¿qué vamos a comer?» Es decir, él mismo confirmó la incapacidad del Estado que gobierna desde hace más de 25 años. Sin embargo, incluso sin cuarentena, una crisis económica es inevitable.

Es imposible trabajar eficazmente si la gente a tu alrededor se infecta y se muere. La carga principal de la pandemia recayó sobre el sector de servicios: hotelería, restaurantes, turismo, consultorías, medicina. Cerraron no sólo las empresas privadas, sino también las estatales. Así, por ejemplo, la estratégica Fábrica de Tractores de Minsk tuvo que declarar vacaciones forzadas del 4 al 11 de mayo.

El problema es que al rechazar las medidas de cuarentena, el Estado no pudo controlar la epidemia. El desarrollo de la situación es absolutamente impredecible. Belarús tuvo una buena oportunidad de sofocar la epidemia en su despegue: se debían tomar las medidas provisorias restrictivas: cerrar las fronteras, localizar los focos de infección e implementar los test a gran escala. Estoy seguro que en dos o tres semanas hubiéramos vuelto a una vida normal. Pero el momento se perdió y no tiene sentido pronosticar algo.

Belarús es un país con un alto riesgo de infección de Covid-19 con todas las consecuencias económicas, políticas y sociales. El bloqueo por parte de otros países es inevitable y esto profundizará la crisis.

¿Hay descontento entre los trabajadores?

La epidemia exacerbó drásticamente la actitud negativa de la gente hacia el poder. Esto se siente en todos lados, pero hasta ahora no hubo protestas. La gente se aferra a sus trabajos hasta lo último, dándose cuenta de que el Estado no les ayudará, y es casi imposible encontrar otro trabajo. Pero el descontento va creciendo y en cualquier momento puede tomar una forma impredecible.
Las autoridades lo entienden perfectamente y, por lo tanto, no han pospuesto las elecciones presidenciales. Se han fijado para el 9 de agosto. No se sabe cómo los candidatos van a reunir firmas durante la epidemia, y necesitan 100 mil cada uno. Ya empezaron los arrestos y detenciones de los que constituirían un peligro para el gobierno en estas elecciones. Sin embargo, al momento, la Comisión Electoral Central ha registrado 47 grupos de iniciativa, de los cuales 36 son candidatos independientes. Es decir, nos espera una payasada con un final ya conocido, aunque puede haber variantes si el Kremlin interviene seriamente en el proceso electoral. Pero repito: aún no hay protestas. Hoy los sindicatos se concentran en la lucha por los derechos de los trabajadores, contra los despidos y las violaciones de las condiciones de trabajo. No se ven acciones específicas ligadas a la pandemia.
¿Querés agregar un mensaje a los compañeros de la LIS?
Camaradas, debemos entender que este es un momento difícil, y no sólo para nosotros: tampoco es fácil para las élites gobernantes. Y debemos usar este factor al máximo. Descartar todo lo que impide nuestra unión, construyendo nuestra nueva organización internacional. El tiempo nos ha elegido a nosotros, así que cumplamos con sus esperanzas. ¡Un saludo revolucionario!

Oleg Vernik, dirigente del sindicato Protección Laboral (Kiev, Ucrania)

¿Cómo afecta la pandemia y qué medidas tomó el gobierno?
El gobierno de Zelensky se retrasó con su reacción ante el brote de coronavirus en Ucrania, y luego sus acciones fueron muy inconsistentes y caóticas. Eso llevó al caos, que afectó en especial a amplias masas de trabajadores.

Por ejemplo, en Ucrania fue detenida la conexión ferroviaria, los trenes dejaron de circular, mientras que mucha gente vive en los alrededores de las grandes ciudades. Todos los días viajaban en tren al trabajo y regresaban a sus casas. Por el colapso no podían llegar al trabajo, lo que causó caos y pánico. Se cerraron pequeñas empresas de servicios, cafeterías y peluquerías. Yo mismo no me puedo cortar el pelo desde hace meses. Muy difícil fue el hecho de que se cerraron mercadillos donde la gente compraba alimentos y productos de consumo diario a bajo precio.

A la vez, las grandes empresas defendieron sus intereses. Las principales cadenas de supermercados de nuestros oligarcas siguieron trabajando, al igual que algunos centros comerciales como «Epitsentr».

Con la pandemia, las autoridades demostraron su naturaleza de clase: es un poder del gran capital y son enemigos de los trabajadores e incluso de los pequeños empresarios.

¿Hay luchas? ¿Cómo enfrenta el sindicalismo independiente la ofensiva del gobierno?

En las condiciones de la cuarentena que declaró el Estado, nos fue difícil ampliar nuestro trabajo: incluso si aparecían más de tres personas en la calle, la policía las multaba o detenía. Fue muy difícil. Pero aun en esta situación, nuestro sindicato Protección Laboral continuó su tarea. En varias ciudades logramos llevar a cabo una campaña de folletos para explicar a la gente qué derechos laborales tenían durante la epidemia, que los patrones no tenían derecho a despedirles ni mandar de vacaciones a costa del trabajador sin que éste lo solicitara. Esta campaña tuvo una muy buena reacción. En varias ciudades logramos detener este ataque de despidos masivos. Como consecuencia, algunos medios empezaron a invitarme, incluso a la TV, para que yo le explicase a la gente qué derechos laborales tenía durante la epidemia y cuáles habían sido limitados con razón. Fue todo un éxito.

Hemos visto los incendios cerca de Chernóbil. ¿Cuál es la realidad?

Es una historia aterradora, y al gobierno no le interesa la verdad, aunque todos los ucranianos saben qué pasó realmente allí. En 1986 ocurrió una catástrofe: la avería en la central nuclear de Chernóbil. Al localizar las consecuencias, se prohibió toda actividad económica dentro de las enormes áreas forestales alrededor de la central y se creó una especie de reserva natural. Pero nuestra mafia forestal llevó a cabo una tala ilegal masiva de madera radiactiva para enviarla al mercado ucraniano e incluso para exportarla a la UE.

Y este invierno no nevó casi nada, la tierra estaba muy seca. Cuando la fiscalía y la policía intentaron averiguar el volumen de la tala ilegal, la mafia decidió incendiar el bosque para impedir la inspección. Y como el bosque estaba seco, el fuego se propagó rápidamente. Existía un gran peligro de que el incendio alcanzase el mayor depósito de desechos radiactivos de Europa en el predio de la central de Chernóbil. En tres semanas de lucha, nuestros heroicos bomberos, sin medios de extinción ni equipos adecuados, pudieron detener el fuego, que al final no llegó al depósito radiactivo.

Zelensky llegó al poder con un alto apoyo popular. ¿Eso sigue? ¿Cuál es su relación con Putin, la Unión Europea y el FMI?
Hace un tiempo publiqué una nota en la web de la LIS titulada «La victoria de Zelensky es un veredicto para el capitalismo ucraniano del modelo de la era de Poroshenko». Y esto es así, porque el poder burgués del presidente Poroshenko llevó a Ucrania a una situación terrible. Y el 73% de los votos a Zelensky fueron votos-castigo.

Sin embargo, nuestras esperanzas de un cambio en la política socioeconómica resultaron vanas. Ya no esperamos que haya mejoras o cambios de rumbo. El partido de Zelensky, Servidor del Pueblo, tiene una amplia mayoría en el parlamento y suficientes votos para aprobar cualquier ley. Pero analizamos y vemos que las leyes adoptadas tienden al apoyo de las estructuras financieras internacionales, cumplen los requisitos del FMI, ya que la economía ucraniana es tan débil, tan corrupta, que depende de cualquier crédito extranjero.

Zelensky se ha vuelto rehén de esta situación; su partido sigue un curso de complacencia a las instituciones financieras internacionales. Hace poco se aprobó la ley de privatización de tierras; muchos analistas dicen que es muy similar al escenario argentino de privatización masiva. Deberíamos estudiar a fondo este mecanismo. Ucrania carece de otros recursos estratégicos que puedan satisfacer los apetitos del FMI y del imperialismo internacional.

Esto se agrava por la guerra en el Este del país. Ucrania está entre la espada y la pared imperialistas: Rusia, que llevó a cabo un acto de invasión, y el Occidente, que está estrangulando a Ucrania con la ayuda del FMI y los préstamos.
La actitud de Zelensky hacia Putin no ha cambiado mucho en comparación con Poroshenko. La política general hacia Rusia se mantiene igual. Este es el punto positivo. Pero no hay progreso en el plan de detener el conflicto en el Este, ni del lado ruso ni del ucraniano: ha tomado el carácter de un conflicto congelado.

La pandemia aplazó la fundación de la sección de la LIS. ¿Qué planes tienen?

No detuvimos nuestros preparativos para el Congreso Constituyente de la Liga Socialista de Ucrania como sección de la LIS. Hemos unido a varios marxistas, activistas de nuestro sindicato y hemos formado el Comité de Organización. Ahora estamos trabajando en el programa. Creo que cuando se levante la prohibición de circular y los viajes aéreos, celebraremos el Congreso Constituyente. No somos muchos: el Comité de Organización lo forman 28 miembros. Pero es un inicio del trabajo de formación del núcleo. No nos debemos apresurar, pero tampoco demorar. Con seguridad, paso a paso, vamos hacia nuestro Congreso Constituyente.

¿Cuál es tu mensaje para la militancia de la LIS?

Realmente espero que la LIS emerja de la pandemia aún más fuerte, consolidada, enérgica y decisiva. Creo que nuestras filas crecerán, ya que nuestra política es certera, honesta e internacional.
Apela a las amplias masas de trabajadores de todo el mundo.
¡Gracias, amigos!

Andrei Nestruev, referente del Movimiento Socialista de Rusia (San Petersburgo)

¿Cómo afectan la pandemia y la crisis económica a los trabajadores y al país?

En Rusia, la epidemia comenzó a principios de marzo, en abril ya empezaron a implementar la cuarentena, que ha sido bastante dura. Según fuentes oficiales, el desempleo aumentará a un 9,5%, es decir, afectará de 6 a 9 millones de trabajadores. Primero afectará a los trabajadores de la hotelería y turismo, que son los más vulnerables ya que ganaban un salario mísero. Son estudiantes y jóvenes.

Según fuentes no oficiales, va creciendo el nivel de violencia doméstica debido al régimen de confinamiento: comparado con el mismo período del año pasado, aumentó unas dos veces. Las autoridades niegan ese aumento y hacen la vista gorda.

También aumentó el número de delitos vinculados al consumo de alcohol, porque la gente está encerrada en casa, no tiene dinero, el alcoholismo va creciendo, de ahí los delitos. Además, casi todas las pequeñas empresas están atravesando grandes problemas, muchas han despedido al 100% de su personal. Los economistas oficiales y no oficiales coinciden en que, a raíz de la pandemia, la mayoría de las pequeñas empresas irán a la quiebra.

¿Qué hizo el gobierno? ¿El sistema de salud está preparado?

El gobierno de Putin mostró su incapacidad absoluta. Cuando comenzó la epidemia, no dispuso un régimen de emergencia: sólo declaró días no laborables manteniendo salarios, pero la patronal ignoró las disposiciones. A la gente se la despide y ya está. No hubo ningún apoyo del Estado hasta fines de abril. Y sólo ahora, tras el sexto llamado de Putin, se dispuso una serie de medidas para apoyar a la población. Pero son insuficientes. Por ejemplo mi familia recibirá 125 euros de subsidio extra para nuestro niño. Y es todo. Y aún no lo recibimos. El gobierno impuso la cuarentena a expensas de los trabajadores; no asume ninguna responsabilidad para mantener a la población.

Desde el colapso de la URSS, el sistema de salud en Rusia se ha degradado mucho. Al momento de la epidemia, estaba en un estado deplorable. Ahora los médicos se quejan por la falta de equipos de protección personal, respiradores, medicamentos. Muchos se infectan. Por ejemplo, en la provincia de Moscú, un 9% del personal médico ya está infectado con coronavirus. Las muertes entre los médicos tampoco son cosa rara. El sistema de salud no estaba nada preparado para lo que está sucediendo.

¿Hay luchas o expresiones de descontento?

La oposición rusa no está activa, y ahora toda la actividad quedó en nada. Sólo la oposición liberal en persona de Alexei Navalny promovió su programa de «5 pasos» para apoyar a la población con pagos extra, etc. Naturalmente, nadie en el gobierno apoya este programa. La población también se siente escéptica sobre este programa, porque Navalny sigue en política desde hace muchos años, siempre con sus ideas muy populistas. En general, la oposición está congelada, por lo tanto tampoco hay ninguna reacción del gobierno.

Ahora se lleva a cabo una propaganda activa del referéndum sobre los cambios de la Constitución, se publican carteles en todas partes, se instalan vallas de agitación, hay propaganda en las redes sociales, pero el referéndum se pospuso para un plazo indefinido. La fecha se anunciará una vez levantada la cuarentena. En general, la población muestra una actitud negativa. El gobierno intenta levantar la cuarentena lo antes posible para celebrar el referéndum pronto y hace una semana anunciaron el fin de los días no laborables.

La última actividad de masas en Rusia fue una manifestación contra la llamada «causa de la Red», en la que participó la derecha, los estalinistas y los revolucionarios de izquierda. Ahora, con la cuarentena, esta situación empeoró: no hay actividad política en absoluto.

¿Qué les dirías a los militantes de la LIS?

Me gustaría transmitir mis palabras de apoyo, porque en este momento de epidemia toda la carga de la cuarentena dispuesta por las autoridades recae sobre los hombros de los trabajadores. Y un poco de exhortación: los revolucionarios de todo el planeta ahora se deben preparar para el hecho de que el mundo después de la pandemia ya no será el mismo de antes. El control represivo aumentará, pero también crecerá la protesta. Por lo tanto, ¡preparémonos!

Bielorrusia: ¡Reincorporación ya de Nikolai Volodko!

El Sindicato Independiente Bielorruso- BNP e IndustirALL han llamado a una campaña para exigir a la empresa Redpath Deilmann la reincorporación del activista sindical Nikolai Volodko. Fue despedido luego de crear un sindicato local para defender los derechos laborales. Nos solidarizamos con el reclamo.
Firmarlo en: www.labourstartcampaigns.net.

Rusia: ¡Basta de persecución política a Dmitriy Tsarenko!

El compañero Dmitriy Tsarenko, también conocido como Morozov, del Movimiento Socialista Ruso fue falsamente acusado por las autoridades del Ministerio del Interior de «incitar disturbios» y «justificar el terrorismo». Su condena sería un peligroso precedente para los activistas solidarios con las causas justas. Exigimos el retiro de todos los cargos en su contra. #HandsOffMorozov #SolidarityIsNotaCrime.

]]> Encuentro anticapitalista en Bielorrusia https://mst.org.ar/2017/06/21/encuentro-anticapitalista-en-bielorrusia/ Wed, 21 Jun 2017 19:18:38 +0000 https://mst.org.ar/?p=8855 Acabo de regresar de una reunión en Minsk, capital de la República de Bielorrusia. Durante dos días fui partícipe de un intenso y productivo debate sobre las perspectivas de la lucha de clases a nivel internacional y en Europa del Este.

Muchos acontecimientos históricos han tenido a Minsk como protagonista. El 1º de marzo de 1898 nueve delegados de varias organizaciones fundaron allí el Partido Obrero Socialdemócrata de Rusia, que pocos años después y bajo la conducción de la fracción bolchevique llegaría al poder y cambiaría para siempre la historia del siglo XX. Su ubicación en el centro exacto de Europa la transformó en un objetivo estratégico durante la II Guerra Mundial y los combates entre los ocupantes nazis y el Ejército Rojo provocaron la destrucción del 80% de sus construcciones. Reconstruida íntegramente bajo las normas arquitectónicas del estalinismo, cuenta con extensas hileras de monoblocks, amplias avenidas, imponentes edificios públicos y miles de metros cuadrados destinados a espacios verdes en donde conviven 3 de los casi 10 millones de habitantes que tiene el país.

Tiempos de cambio

Es mi tercera visita a la ciudad. Su fisonomía ha cambiado mucho desde mi primer viaje a fines de los ’90. Los símbolos distintivos del capitalismo están en todas partes. Lo que se ha mantenido en el tiempo es el mismo gobierno y el régimen autoritario que lo sostiene. Alexander Lukashenko lleva 23 años en el poder. Este dictador, que pasó de ser un burócrata menor en tiempos de la Unión Soviética a transformarse en presidente, ha conducido con mano de hierro la restauración capitalista en el país.
Sin embargo, este año viene de cometer un error de cálculo garrafal que le ha valido una derrota sin precedentes por parte del movimiento de masas y provocó un cambio de calidad en la situación política de Bielorrusia. Presionado por una economía que lleva varios años estancada y que ha entrado en recesión, con serias dificultades para pagar la abultada deuda externa e interna contraída, intentó cobrarles un fuerte impuesto a los desempleados, incluidas las amas de casa y los miles que para sostener a sus familias trabajan en el extranjero.
La rebelión popular durante los meses de febrero, marzo y abril fue mayúscula, con miles y miles de manifestantes en Minsk y todas las ciudades del interior. El país se unió contra el gobierno, que finalmente tuvo que retirar la medida y decretar una moratoria por tiempo indefinido.

Nuevas oportunidades

En este nuevo contexto tuvo lugar nuestro encuentro. Asistieron dirigentes mineros y de los sindicatos independientes de Bielorrusia, referentes de la izquierda del Partido Verde, intelectuales, periodistas y jóvenes del Movimiento Social, partido anticapitalista recientemente fundado en Ucrania.
Al desgaste político que experimentan Lukashenko y el régimen autoritario se suma el desdibuja-miento de la seudo oposición neoliberal. Esto plantea una gran oportunidad para dar un salto en la construcción de una herramienta anticapitalista y revolucionaria.
En Ucrania también existen enormes posibilidades, como lo muestra el avance en la formación de un nuevo partido anticapitalista. En proceso de legalización, esta nueva organización no solo se ha afianzado en Kiev, la capital del Estado, sino que también se está arraigando en Krivói Rog, la principal ciudad obrera del país.
Para nuestra organización internacional el desafío es redoblar el acompañamiento de estas experiencias y seguir avanzando en el proceso de reagrupamiento de los revolucionarios, necesidad que cada día se hace más imperiosa.

Alejandro Bodart

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